Novas fábricas da Repsol mais perto da entrada em operação
Num dia grande para o futuro da Repsol e da indústria em Portugal, o presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, e o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, concordaram que é preciso reforçar o investimento público para responder ao ciclo industrial no concelho.
Álvaro Beijinha e Manuel Castro Almeida falaram, no dia 2 de setembro, na Repsol, na cerimónia de entrega do Título Digital de Exploração das duas novas fábricas do Projeto Alba, que as aproxima da plena entrada em operação.
No valor de 820 milhões de euros, o projeto Alba é considerado o maior investimento na área industrial em Portugal nos últimos 10 anos.
Álvaro Beijinha descreveu este investimento como “importantíssimo”, sendo “naturalmente muito bem-vindo".
"Sines quer investimento, quer inovação, quer emprego, quer contribuir para a transição energética e para o crescimento do País. Mas todos estes investimentos – fala-se num valor global de mais de 20 mil milhões de euros – têm tido impactos na comunidade local”, afirmou.
O presidente da Câmara lembrou os dados do INE que apontam para um crescimento de 12% da população de Sines entre os Censos de 2021 e o final de 2025.
“São cerca de 2000 pessoas que vieram para aqui viver nos últimos quatro anos e que tiveram que ocupar alguma casa, tiveram de pôr os filhos nas escolas, tiveram de recorrer aos cuidados de saúde, à segurança, e não houve crescimento de resposta a esse nível.”
A falta de recursos próprios do Município, referiu o presidente, é um dos problemas.
"Não pode acontecer, o Município de Sines, com todos estes investimentos, ter tido de receita de derrama, no ano passado, menos de milhão e meio de euros. E em 2024 nem ter chegado ao milhão de euros. Quando digo isto aos meus colegas presidentes de Câmara, não querem acreditar. Isto tem de ser repensado.”
O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse estar "basicamente de acordo" com a posição do presidente da Câmara: “Sines não pode ser apenas um recetáculo de grandes investimentos industriais. Estas indústrias não vivem sem pessoas, e essas pessoas têm de ter condições de vida."
"Temos de ter um plano de desenvolvimento do concelho para além da área industrial, que garanta condições nas escolas, nos centros de saúde, nas creches, nos infantários, nas acessibilidades, nas infraestruturas de todo o género. Temos de reforçar o ritmo do trabalho nesse sentido para que Sines possa olhar para o investimento como uma grande oportunidade e uma vantagem", disse ainda o governante.
Foto: Repsol




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