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Radar Social referenciou 436 situações de vulnerabilidade

03 de Julho de 2026

O projeto Radar Social terminou no dia 30 de junho de 2026, com resultados muito positivos no seu objetivo principal: sinalizar e encaminhar situações de vulnerabilidade social no concelho.

Iniciado a 2 de setembro de 2024, o projeto referenciou 436 situações de vulnerabilidade social e/ou em risco de pobreza e exclusão social, das quais oito consideradas Intervenções Sociais de Emergência, de 20 nacionalidades, na maioria (76%), portuguesa.

Das 436 referenciações, 10 foram encerradas (3 por falta de consentimento, 3 por impossibilidade de localização, 2 por falecimento logo após referenciação e 2 por falta de NISS), o que representa 2,29% do número total de referenciações.

As entidades referenciadoras foram, na maioria, a equipa Radar, os próprios cidadãos, familiares e anónimos, seguidas de diversas entidades do concelho e um Radar Social de outro concelho.

Para além dos atendimentos e visitas domiciliárias feitas pelas técnicas do Radar Social, realizaram-se outras atividades, nomeadamente, dinamização de reuniões com entidades diversas do concelho (para divulgação do Projeto Radar Social) e participação em diversos grupos de trabalho organizados por parceiros da comunidade / Rede Local de Ação Social, nomeadamente, no âmbito do envelhecimento, do acolhimento e integração de migrantes e de pessoas em situação de sem-abrigo.

O projeto participou também na organização de campanhas de distribuição de géneros e bens a pessoas necessitadas de apoios sociais.

O Radar Social foi criado, no âmbito da Nova Geração de Equipamentos e Respostas Sociais. 

O valor global do investimento foi de 119 452 €, apoiado à taxa de 100% pelo PRR - Plano de Recuperação e Resiliência, com fundos da União Europeia.

Foram superadas todas as metas fixadas. 

O QUE JUSTIFICOU AS REFERENCIAÇÕES

As referenciações foram motivadas, sobretudo, por situações de insuficiência económica (87% das referenciações), que se traduziram, essencialmente, na necessidade de atribuição de apoios alimentares e de outros bens de primeira necessidade (vestuário, calçado e bens domésticos).

Esta fragilidade económica condiciona também a capacidade das famílias e indivíduos para procurarem melhores condições de habitabilidade, face aos elevados valores das rendas praticadas no mercado habitacional, entre outros constrangimentos associados.

A ausência de rendimentos constituiu igualmente um dos principais fatores identificados, agravando situações de vulnerabilidade social e limitando a autonomia das pessoas e agregados familiares.

Verificaram-se ainda situações de más condições de habitabilidade, não apenas relacionadas com a precariedade das habitações, mas também com a inexistência de condições básicas, como ligação à energia elétrica e ao abastecimento de água canalizada.

Nestes casos, esta situação prende-se com o facto de se tratarem de habitações ocupadas, sem os requisitos legais necessários para que os ocupantes possam requerer a instalação destes serviços.

Foram também identificadas situações de pessoas em condição de sem-abrigo, bem como outras problemáticas sociais que, pela sua complexidade e impacto na qualidade de vida dos indivíduos, justificam a necessidade de acompanhamento e intervenção social.

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