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Música com as cores do mundo no FMM Sines 2026

14 de Maio de 2026

O FMM Sines - Festival Músicas do Mundo regressa de 17 a 25 de julho de 2026 para uma 26.ª edição com 38 concertos de músicos de quatro continentes repartidos pelos núcleos da aldeia de Porto Covo e da cidade de Sines.

Do mambo ao reggae, do flamenco aos blues do deserto, do tango ao highlife, passando por rock, jazz, eletrónica, música de raízes e música urbana de vários tons, o FMM Sines volta a propor uma experiência de diversidade, comunhão e enriquecimento cultural.

Le Trio Joubran, Julian Marley, Orquesta Akokán, Tamikrest, Vitorino Salomé, Otto, Lia Kali, Mádé Kuti, La Niña, The Legendary Tigerman, Paqui Ríos, A garota não e Konono Nº1 x Montparnasse Musique são alguns dos concertos de um alinhamento que, como sempre, junta nomes consagrados e novos talentos a descobrir.

Esta ano, estão representados artistas da Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Eslováquia, Espanha, EUA, França, Itália, Jamaica, Mali, Marrocos, Nigéria, Palestina, Peru, Portugal, RD Congo, Reino Unido, Senegal, Togo e Tunísia, entre outros. 

 

NÚCLEO DE PORTO COVO | 17-19 JULHO

Como habitual, a música começa no coração da aldeia de Porto Covo, no Largo Marquês de Pombal, onde o festival permanece nos dias 17, 18 e 19 de julho.

Na primeira noite (sexta-feira, 17), ouvem-se as fusões do português Bruno Pernadas e o afro-jazz da orquestra britânica TC & The Groove Family.

No sábado, dia 18, o alinhamento será triplo, com um dos músicos mais relevantes do son cubano (Emilio Moret), uma banda que há 20 anos divulga a música tuaregue pelo mundo (Tamikrest) e o grupo de rock psicadélico eslovaco Tolstoys.

Domingo, dia 19, o festival despede-se de Porto Covo em registos muito diferentes: primeiro, a delicadeza mandinga do senegalês Momi Maiga; depois, a veia punk do português The Legendary Tigerman.

 

NÚCLEO DE SINES | 20-25 JULHO

Segunda e terça-feira, 20 e 21 de julho, já na cidade de Sines, são dias de transição, mas com vários motivos de interesse musical, distribuídos pelo auditório do Centro de Artes de Sines, Pátio das Artes e Largo Poeta Bocage.

Segunda-feira, ouvimos o cante jondo da andaluza Paqui Ríos, a eletrónica afro-latina do peruano Vitu Valera e o tango “underground” do trio argentino Tablao de Tango.

Terça-feira, recebemos a revelação da música de Casamansa, Mariaa Siga, o rock burlesco dos franceses One Rusty Band e o projeto de criação coletiva RESSOA - Ecos do Mundo.

A partir de quarta-feira, 22 de julho, o ritmo do festival acelera, com a abertura dos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama, junto à praia do mesmo nome.

A pop indie de Filipe Sambado inaugura o palco do Castelo, ao final da tarde de dia 22. Segue-se uma noite com o filme-concerto tunisino Aïchoucha by Khalil Epi, a nova estrela catalã Lia Kali e o reggae de raízes de Julian Marley & The Uprising. A música prossegue junto à praia com o jazz-rock dos portugueses Yakuza e a fusão da tradição com a eletrónica dos franceses Super Parquet.

Quinta-feira, 23 de julho, começa à tarde no Castelo com a intervenção social dos Duques do Precariado e continua, à noite, com o highlife desconstruído dos nigerianos The Cavemen., a força napolitana de La Niña e o afrobeat eclético de mais um nigeriano, Mádé Kuti. Na Avenida, dança-se o folclore eletro-urbano dos chilenos Calle Mambo e as grooves dos portugueses RS Produções.

No dia 24 de julho, sexta-feira, no concerto vespertino do Castelo, Lavoisier "declara-se" à poesia portuguesa. Os sons noturnos entre muralhas incluem Aïta Mon Amour et Ouled Abda, homenagem à tradição aïta de Marrocos, o regresso da música com consciência social de A garota não e a imaginação efervescente do músico pernambucano Otto. O gnawa do marroquino Saad Tiouly e a eletrónica do português Pedro da Linha alimentam a pista de dança pela noite dentro junto à praia.

O último dia do festival, sábado, 25 de julho, começa no Castelo sob a influência de Frank Zappa, com os portugueses Unsafe Space Garden. A noite no Castelo tem quatro concertos: o mestre Vitorino Salomé (acompanhado pelo Grupo de Cantadores de Redondo), os palestinos Le Trio Joubran (no seu formato comemorativo "20 Springs"), a dança vodu de Nana Benz du Togo e, a fechar, o mambo renovado da Orquesta Akokán. Já na Avenida Vasco da Gama, assiste-se ao regresso dos congoleses Konono Nº1 (com a dupla Montparnasse Musique) e o festival termina em ambiente de dança levantina com os teclados do palestino Isam Elias.

Além dos concertos, o festival oferece um programa de iniciativas paralelas, com exposição, atividades de divulgação científica, cinema documental, espetáculos para a infância, debates, oficinas, sessões de narração oral, encontros com músicos do FMM, visitas aos bastidores, apresentações de livros e feira do disco, do livro e do cartaz.

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