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Presidente na Conferência do Jornal Económico

13 de Maio de 2026

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, voltou a defender a necessidade de um maior envolvimento do Estado e das empresas na resposta aos impactos demográficos dos grandes investimentos na habitação e nos serviços públicos de Sines.

No encerramento da conferência "Impulso Local", organizada pelo Jornal Económico no Centro de Artes de Sines, no dia 11 de maio, Álvaro Beijinha defendeu que parte dos benefícios fiscais que vão ser atribuídos aos grandes investidores deviam ser usados em investimento local.

A questão central é a habitação, para cuja construção o município não dispõe de recursos.

"O orçamento do Município para investimento em 2026 é de 12 milhões de euros. Os cálculos que nós fizemos para as necessidades de habitação em Sines são basicamente o que estava previsto no PRR em habitação para o país todo. O preço para construção de 100m2 em habitação a custos controlados está na ordem dos 200 mil euros. Se multiplicarmos isso para 5000 ou 6000 casas estamos a falar de um investimento brutal."

Por isso, defendeu o presidente, "se uma percentagem dos benefícios fiscais negociados com as empresas fosse alocada ao investimento público aqui em Sines seria positivo para todos".

O Município vai precisar de mais investimento em habitação, mas também na qualificação e ampliação da rede escolar, no reforço do policiamento de proximidade e na melhoria da rede de transportes e acessibilidades, entre outros.

Para ilustrar o problema, que já se sente, o presidente deu o exemplo da Escola Secundária Poeta Al Berto, que nos últimos oito anos duplicou o seu número de alunos.

Na conferência, onde participou o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, o presidente da Câmara mostrou-se recetivo à criação de um grupo de trabalho ou estrutura de missão para Sines, desde que não colida com as competências da Câmara.

"Não defendo claramente o modelo de uma estrutura como o Gabinete da Área de Sines, que substituía as competências das autarquias. Não abdicaremos das nossas competências legais. Mas defendo que haja uma estrutura que possa ajudar a população, tendo em conta a complexidade do problema", disse Álvaro Beijinha.