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Ouvir.Agir: Balanço da Presidência Aberta da Educação

30 de Abril de 2026

O Município de Sines iniciou nos dias 27, 28 e 29 de abril, com o tema da Educação, o ciclo de presidências abertas temáticas "Ouvir. Agir", um novo modelo de escuta de proximidade e envolvimento da comunidade no processo de decisão política.

Ao longo de três dias, o presidente, vereadoras com pelouros e técnicos municipais com intervenção na área visitaram os estabelecimentos escolares públicos e privados do concelho, bem como projetos com intervenção na área educativa. Foram também ouvidas as associações e representantes de pais.

Classificando as visitas como “bastante enriquecedoras”, o presidente salienta “o trabalho muito bom desenvolvido pela comunidade escolar” e enaltece a dinâmica “muito positiva” das associações de pais.

O problema fundamental, já conhecido, mas identificado agora com mais profundidade, tem a ver com o estado dos equipamentos escolares.

“Das seis escolas, todas elas, com exceção da Escola Básica n.º 1, têm problemas extremamente complexos e que requerem investimentos bastante significativos. Falo particularmente nos casos da Escola Secundária, da Escola Básica n.º 3 e da Escola Vasco da Gama, mas também da Escola n.º 2, que tem infiltrações graves na zona em que foi ampliada.”

Falta de equipamentos e sombreamentos nos parques infantis e campos de jogos, bem como a necessidade de renovar os seus pisos, foram outros problemas identificados.

Os investimentos que se torna necessário fazer nas escolas vão obrigar a dirigir para esta área mais verba dos fundos comunitários. 

“Está neste momento a decorrer um processo de reprogramação no quadro comunitário onde estamos a propor, abdicando de verbas noutras áreas, alocar para a Educação um montante de 1 milhão 600 mil euros para podermos intervir nas escolas”, explica Álvaro Beijinha.

Durante a Presidência Aberta, o Executivo Municipal ouviu também as necessidades dos infantários privados, nalguns casos com espaços a necessitar de intervenção.

A situação da Escola Tecnológica do Litoral Alentejano, atualmente a funcionar em contentores, motiva preocupação. A solução definitiva, a médio prazo, será a criação de instalações em conjunto com o projeto da Escola Superior do Politécnico de Setúbal.

Até ao final de 2026, serão realizadas outras presidências abertas com temáticas a anunciar.