Trabalhadores e Município preocupados com futuro da Galp
A Comissão de Trabalhadores e a Fiequimetal realizaram no dia 20 de março, junto aos Paços do Concelho, uma iniciativa pública em defesa dos postos de trabalho e da refinaria de Sines.
A iniciativa seguiu-se ao anúncio, no início de janeiro, de um acordo não vinculativo entre a Galp e a empresa espanhola Moeve para uma possível junção.
Os trabalhadores exigem a salvaguarda de todos os postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, salientando também a importância da Galp para a soberania energética do País.
O presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, disse compreender e acompanhar as preocupações dos trabalhadores.
"Há uma preocupação, em primeiro lugar, com os trabalhadores e com a economia local. Mas estamos também a falar da única refinaria em Portugal, que é absolutamente estratégica para a independência energética do País. Numa economia mundial como a que vivemos, em que o capital flutua muito de um lado para o outro, acho que esse negócio pode pôr em causa essa soberania."
O presidente da Câmara explicou que já teve oportunidade de falar com o CEO da Galp, que lhe transmitiu uma "mensagem de confiança" e que este negócio se destina a assegurar o funcionamento da refinaria por muitos anos. No entanto, salientou, os encerramentos da refinaria de Matosinhos e da central termoelétrica de Sines, mesmo depois de volumosos investimentos realizados, são precedentes que justificam apreensão.
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