Estado apoia investimentos industriais em Sines
A AICEP e seis empresas assinaram no dia 20 de janeiro, na sede da Administração do Porto de Sines, contratos de investimento que representam, no total, mais de 3 mil milhões de euros e 2300 novos postos de trabalho a criar em território português.
Dois destes seis contratos de investimento são relativos a projetos a desenvolver no concelho de Sines: a fábrica da CALB (baterias de lítio para veículos elétricos) e a fábrica da Topsoe Battery Materials (componentes para baterias).
O maior investimento do conjunto é o da fábrica da CALB em Sines, que deverá rondar os 2 mil milhões de euros, com um apoio de 350 milhões por parte do governo. A unidade poderá vir a criar 1800 empregos diretos.
O investimento da Topsoe Battery Materials ficará em cerca de 110 milhões de euros, com um apoio do Estado de mais de 38 milhões de euros.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, esteve presente na cerimónia, realçando a importância destes projetos para a economia nacional e europeia.
Madalena Oliveira e Silva, presidente do Conselho de Administração da AICEP, agradeceu o "voto de confiança no País" dado por estas empresas ao escolherem Portugal para a localização dos seus projetos.
Posição do presidente da Câmara
O presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha, reiterou a necessidade de acompanhar os investimentos privados com investimentos públicos em infraestruturas e serviços para responder ao previsível aumento da população, sob pena de que "uma coisa que aparentemente seria positiva, a criação de emprego e oportunidades, ter um efeito perverso".
"O modelo da cerimónia de hoje não permitiu falar com tempo com o primeiro-ministro para reiterar o convite para visitar Sines e sensibilizá-lo para os problemas que o concelho tem, nas questões da habitação, da escola pública, da saúde, do sentimento de insegurança. Se não for com investimento público, a Câmara Municipal de Sines não tem nem de perto nem de longe condições financeiras para resolver estes problemas", afirmou.
"É preciso desmontar a ideia de que a Câmara de Sines terá fontes de receita muito significativas devido às empresas aqui instaladas. Isso é um mito. Não é real. Os investimentos nestas áreas têm de ser feitos com uma perspetiva nacional, não podem ser feitos à conta de quem cá vive."
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