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Alentejo Litoral prepara-se para alterações climáticas

14 de Março de 2025

A CIMAL – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral apresentou o Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Alentejo Litoral (PIAAC-AL), no dia 10 de março, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santiago do Cacém.

O documento, com ações para curto, médio e longo prazo, tem como objetivo garantir a qualidade de vida das populações de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, enquanto assegura a preservação do património natural da região.

O evento contou com intervenções do presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, na qualidade de anfitrião, e do presidente da CIMAL e do Município de Alcácer do Sal, Vítor Proença. No evento estiveram também o presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes, o vice-presidente da Câmara de Odemira, Ricardo Cardoso, e a vereadora do Ambiente da Câmara Municipal de Sines, Filipa Faria.

A apresentação do PIAAC-AL esteve a cargo de Elsa Ferreira Nunes, CEO da IrRADIARE, que elaborou o estudo.

A iniciativa encerrou com uma declaração, por vídeo, da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. 

O plano, cuja elaboração envolveu múltiplos setores e entidades públicas e privadas, faz um retrato da região com base em nove setores: Agricultura, pecuária e florestas; Turismo e outros setores económicos; Recursos hídricos; Saúde e segurança de pessoas e bens; Zonas costeiras e recursos marinhos; Infraestruturas e transportes; Biodiversidade e paisagem; Energia, indústria e resíduos; Ordenamento do território.

O aumento da temperatura média anual, a subida do nível do mar e fenómenos de seca extrema e inundações foram identificados como os principais riscos para o Alentejo Litoral.

Tendo em conta o previsível aumento dos períodos de seca e, consequentemente, uma redução da precipitação, esta gestão passará pela poupança de água, tanto no consumo doméstico, como na agricultura, na indústria e no turismo, mas também pela diversificação da sua origem, nomeadamente com o recurso à dessalinização de água do mar.

Ainda no âmbito da proteção do território, será necessário reduzir a exposição aos fatores extremos, por forma a garantir a preservação do património natural, nomeadamente através do reforço dos meios de combate a incêndios.

Súmula do documento disponível aqui.