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Simpósio lança a Cátedra Vasco da Gama em Sines

10 de Dezembro de 2024

O Centro de Artes de Sines acolhe a 16 de dezembro, às 14h30, o simpósio temático “Vasco da Gama, Construtor da Globalização”, que assinala o 5.º centenário da morte de Vasco da Gama. Entre os oradores estão Carlos Fiolhais, José Eduardo Franco, Alexandra Pelúcia, José António Falcão, Ricardo Estevam Pereira e Sandra Patrício. A reitora da Universidade Internacional de Roma, Mariagrazia Russo, é presença especial em Sines.

No ano em que se assinala o 5.º centenário da morte de Vasco da Gama, natural de Sines, cidade que detém um dos portos mais importantes da Europa e é um centro nevrálgico e estratégico de trocas globais, o simpósio “Vasco da Gama, Construtor da Globalização” lembra o navegador no contexto do país e do mundo do seu tempo.

O simpósio, de acesso livre e aberto a todos os interessados, constitui uma ação de formação de curta duração creditada pela Universidade Aberta. Os interessados em formalizar a obtenção de créditos para professores e alunos devem fazer a sua inscrição em https://forms.gle/BbT7pnjHat7hD1iW9.

Para o público que não se puder deslocar ao Centro de Artes de Sines, estará disponível a transmissão online em www.youtube.com/cmsines

O evento é marcado pela celebração de um memorando de entendimento entre a Universidade Aberta e o Município de Sines, para a fundação da Cátedra Vasco da Gama de Estudos Globais. Trata-se da primeira cátedra deste género em Portugal e funcionará simultaneamente em Lisboa e Sines, coincidindo com a criação de um Centro Local de Acesso à Cultura e à Ciência (CLACC) da Universidade Aberta, sob a égide do Centro de Estudos Globais. Ambas as instituições entrarão em funcionamento no primeiro trimestre de 2025.

Para o presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, esta parceria com a Universidade Aberta "vem contribuir para gerar mais conhecimento sobre uma das maiores figuras da história de Portugal e um dos grandes pioneiros do mundo globalizado. O Município está fortemente empenhado na concretização de um projeto em que todos ganham: Sines, porque vê aprofundada a ligação ao seu filho mais notável; a Universidade Aberta e a academia em geral, porque fazer história num local com tantas memórias de Vasco da Gama torna-a mais viva."

Vasco da Gama e a globalização

A globalização que hoje experimentamos de modo abrangente, tem, nas suas raízes, homens e mulheres que abriram os caminhos e as portas de mundos fechados, permitindo que se alcançasse progressivamente um mundo interconectado. Este fenómeno assenta, agora como ontem, em dois movimentos fundamentais: mobilidades e trocas. Da construção de caminhos terrestres até à abertura das rotas transoceânicas e à engenharia das estradas digitais, foi possível desenvolver um sistema de transportes e de trocas, desde produtos a ideias, à escala planetária.

Figuras de diversa ordem – e em diversos planos – contribuíram para a construção de um mundo global que é o nosso. Há cinco séculos, destacou-se, em Portugal, uma personalidade muito relevante neste processo, graças ao seu papel à frente de uma armada naval que conseguiu realizar uma viagem marítima inédita da Europa ao subcontinente indiano (1497-1499) e ficou como uma referência na história das navegações intercontinentais.

A ação de Vasco da Gama (Sines, 1469 – Cochim, Índia, 24 de dezembro de 1524) e dos que o acompanharam, enquadrada pelo investimento então efetuado, na aurora da Modernidade, em projetos de abertura de rotas marítimas, para comércio e missionação, por parte das coroas portuguesa e espanhola, com diversos protagonistas que se destacaram na criação de um mundo aberto, entre eles Colombo e Magalhães, contribuiu para o dealbar da era da globalização que deu origem ao espaço complexo e acelerado de mobilidades e trocas globais da atualidade.