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Assembleia-Geral da Comissão Arco Atlântico em Sines

16 de Abril de 2024

A Comissão Arco Atlântico da CRPM – Conferência das Regiões Periféricas Marítimas celebrou a sua Assembleia-Geral de 2024 em Sines, nos dias 9 e 10 de abril.

A abrir a sessão, esteve o presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, o presidente da CCDR Alentejo, António Ceia da Silva, a comissária europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira (através de uma mensagem de vídeo) e Maria Ángeles Elorza Zubíria, secretária-geral da UE e Ação Externa, Governo Basco – presidência da Comissão Arco Atlântico.

O encontro, de importância estratégica, teve como objetivo reunir os representantes eleitos com vista a celebrar a unidade atlântica e a preparar o caminho para um território coeso e atrativo.

A Comissão Arco Atlântico (CAA) é uma das seis comissões geográficas da CRPM que reúne as regiões da bacia atlântica, do sul de Espanha à Irlanda. Inclui igualmente membros não comunitários, como o País de Gales, que é um membro histórico da CRPM, e o Quebeque, que aderiu recentemente à CAA na qualidade de membro associado. Assegura que os interesses comuns às regiões atlânticas são representados e promovidos na UE, centrando-se nos grandes desafios comuns, como a implantação de energias marinhas renováveis, a pesca e a aquicultura sustentáveis, a poluição oceânica, a inovação, os transportes, a cooperação transatlântica, o turismo e a cultura, criando sinergias neste espaço.

Ao promover os interesses regionais junto das instâncias europeias e dos Estados-Membros, a Comissão Arco Atlântico tem-se afirmado como líder de uma iniciativa abrangente destinada a promover o desenvolvimento sustentável do território atlântico.

A CRPM reúne 150 regiões, 24 estados da União Europeia e não só. A representar 200 milhões de pessoas, a CRPM defende um desenvolvimento mais equilibrado do território europeu. Atua simultaneamente como grupo de reflexão e como grupo de pressão das Regiões.

Através da sua extensa rede de contactos nas instituições da UE e nos governos nacionais, a CRPM tem, desde a sua criação em 1973, orientado a sua ação no sentido de garantir que as necessidades e os interesses das suas regiões membros são tidos em conta nas políticas de elevado impacto territorial.

A CRPM centra atualmente o seu trabalho em seis domínios políticos de grande interesse para os seus membros: política de coesão, assuntos marítimos e pescas, transportes, clima, energia e políticas de migração. Produz posições políticas com base nos contributos das regiões membros nestes domínios, bem como vários estudos, análises e documentos técnicos para as apoiar.

Na abertura da Assembleia-Geral, Nuno Mascarenhas recordou a história de Sines como um porto relevante no Atlântico: “Sines é a cidade que maiores transformações conheceu no século XX português. A sua população não só duplicou, como nasceu, projetada de raiz, uma nova cidade adjacente, ainda hoje fundamental para o funcionamento de um ecossistema portuário-industrial-logístico”.

“Este contexto, que tem pouco mais de 50 anos, veio de facto posicionar Sines, que é uma cidade de média dimensão no contexto português que se encontra não apenas no centro da economia nacional, como é ainda um ponto estratégico no contexto Europeu e no contexto do comércio mundial”, acrescentou o presidente da Câmara.

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