Teatro Nacional D. Maria II em “odisseia” por Sines
Durante o ano de 2023, o Teatro Nacional D. Maria II dissemina a sua atividade artística, envolvendo as populações, os agentes culturais e as administrações autárquicas de mais de 90 concelhos. Tal como a epopeia homérica, esta Odisseia Nacional é também um retorno ao espaço onde sempre residiu a missão pública do D. Maria II: a amplitude do território nacional.
Estas são as atividades do projeto em Sines, com a parceria do município.
28 OUT - 18 NOV: EXPOSIÇÃO «QUEM ÉS TU? - UM TEATRO NACIONAL A OLHAR PARA O PAÍS»
:: Investigação e curadoria de Tiago Bartolomeu Costa
Centro de Artes de Sines - Centro de Exposições | Segunda a sábado, 12h00-18h00 | Parceria Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, Museu Nacional do Teatro e da Dança
A concessão do Teatro Nacional D. Maria II à Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro acompanhou 45 dos 48 anos da ditadura do Estado Novo. Só a revolução levaria ao fim do contrato, em 1974.
Nesse período, o teatro português desenvolveu-se, afirmou-se e definiu-se na relação com o regime.
Recuperando a relação da companhia Rey Colaço-Robles Monteiro com o território nacional, esta exposição estabelece ligações entre a prática artística e o seu contexto político e social, sublinhando relações entre os espetáculos apresentados e as diferentes camadas de representação (do país, da sociedade, do teatro e dos regimes políticos), potenciando a perceção pública de uma certa ideia de (e para o) teatro nacional, tanto enquanto edifício, como na sua missão.
28 OUT & 17 NOV: VISITAS GUIADAS PELO CURADOR
28 de outubro (17h00) e 17 de novembro (14h30) | Para escolas | Marcações: servicoeducativoCAS@mun-sines.pt | Parceria Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, Museu Nacional do Teatro e da Dança
Uma oportunidade para analisar em detalhe o acervo apresentado e conhecer as linhas narrativas da exposição, explorando em profundidade os vários núcleos que a compõem.
17 NOV: DEBATE COM ZIA SOARES E LUÍS TRINDADE, MODERADO POR TIAGO BARTOLOMEU COSTA
Centro de Artes de Sines | 16h30 | Parceria Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril, Museu Nacional do Teatro e da Dança
Refletimos sobre dimensões históricas e políticas a partir das temáticas que construíram a exposição: identidade, coletivos, memória, território, pertença, resistência são palavras-chave e pontos de partida para diálogos onde o teatro é, mais do que reflexo, a possibilidade de colocarmos em evidência o que tomamos como adquirido e legado sobre o passado recente. Nota: A atriz e encenadora Zia Soares substitui o encenador Filipe La Féria, anteriormente anunciado.
18 NOV: OFICINA PARA FAMÍLIAS, POR VERA SANTOS
Centro de Artes de Sines | 15h00 | Famílias com crianças M/10 | Dur. 1h30 | Marcações: servicoeducativoCAS@mun-sines.pt | Max. 12 participantes | Parceria Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril
Perante a montagem feita pelo curador da exposição, propõe-se a descoberta de um lugar chamado teatro, onde não há palco mas há histórias a acontecer, onde não há espetáculos mas encontram-se pessoas com muitas idades. «Quem és tu? O que vês? Quem queres ser? Que nome queres ter? Vamos entrar numa história...»
17 & 18 NOV: ESPETÁCULO «BATALHA»
:: Texto de Sandro William Junqueira. Encenação e dramaturgia de João de Brito / Lama Teatro
Centro de Artes de Sines - Auditório | Para escolas: 17 de nov.º, 10h30 e 15h00, mediante marcação (servicoeducativoCAS@mun-sines.pt) | Para público em geral: 18 de nov.º, 16h00, com levantamento de bilhete gratuito | M/12 | Dur. 1h30 | Uma produção LAMA Teatro em coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II
Um sorteio dita que a vida do 11.º F não voltará a ser a mesma. Esta turma, de uma escola invisível no ranking das vaidades, terá a responsabilidade de transmitir ao mundo, via streaming, alguns dos episódios mais marcantes da História de Portugal.
Como é que alunos do século XXI, conduzidos por uma professora do século XIX, servida por métodos de ensino do século XIX, se podem preparar para este confronto com o discurso histórico dominante e consigo próprios? A imaginação é uma arma poderosa. É através dela que a nossa espécie sobrevive no mundo. E a voz dos esquecidos sobe muito alto enquanto fura o caminho para se fazer ouvir. A batalha aproxima-se.
No final das sessões, decorrerá uma conversa com a equipa artística.




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