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Cidades de língua portuguesa unidas por Moçambique

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08 de Abril de 2021

O presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, participou hoje numa reunião da UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, na qual se analisou a dramática situação de Cabo Delgado, em Moçambique. 

Os autarcas presentes na reunião - oriundos de países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal - condenaram os ataques que grupos de terroristas têm perpetrado em Cabo Delgado, dando a origem a mais de 700 mil refugiados, muitos deles crianças. 

Os autarcas aprovaram uma tomada de posição onde acordaram dirigir-se em conjunto aos organismos liderados por dignitários que falam português - ONU, Organização Internacional para as Migrações e Presidência do Conselho da UE -, no sentido de articularem entre si as respostas que a situação de Cabo Delgado impõe no plano internacional.  

Essas respostas incluem saúde, alimentação, água e saneamento nos centros de acomodação e de trânsito dos deslocados internos, reassentamento e apoio psicossocial, infraestruturas e reconstrução do tecido económico. 

Na reunião estiveram representados vários municípios portugueses, entre eles Sines, que celebrou em 2014 um acordo de geminação com o município de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, para onde se têm dirigido milhares de refugiados. 

O presidente da Câmara Municipal de Sines teve a oportunidade de referir aos autarcas participantes que “as imagens que têm chegado até nós através dos meios de comunicação social, de centenas de milhares de deslocados vítimas de bandidos armados, são algo profundamente dramático e revoltante”. 

Nuno Mascarenhas manifestou “total apoio” à tomada de posição da UCCLA sobre a situação em Moçambique, reforçou “a necessidade de concretizar e materializar estes apoios à população” e afirmou “a disponibilidade do Município de Sines para dar o seu contributo”.