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OUTside(CAS) // 14 a 20 de setembro // Jorge Molder e José Pedro Cortes

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14 de Setembro de 2020

O Centro de Artes de Sines, através do Serviço Educativo e Cultural, promove o OUTside(CAS), projeto de mediação da exposição “Público/Privado - Doce Calma ou Violência Doméstica?”, patente até 18 de outubro de 2020. 

11.ª semana - 14 a 20 de setembro

ARTISTA DA SEMANA (1): JORGE MOLDER

(Lisboa, 1947) Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A partir do final dos anos 70 dedica-se à fotografia, alicerçando todo o seu trabalho na pesquisa sobre a autorrepresentação, frequentemente evocando personagens do mundo literário e artístico como Joseph Conrad, Samuel Beckett, Lucian Freud e Francis Bacon, através da construção de narrativas seriadas ficcionadas. As diferentes séries articulam-se numa sequência performativa na qual o artista constrói um universo a partir das suas referências filosóficas, cinematográficas e literárias. Neste jogo de ambivalências encontramos também a própria fotografia e a sua história, no confronto entre o registo documental da realidade e a sua dimensão espectral.


Entre 1990 e 2009 foi o diretor do Centro de Arte Moderna da Fundacção Calouste Gulbenkian. O artista representou Portugal nas Bienais de São Paulo (1994) e de Veneza (1999). Em 2007, recebeu o prémio da AICA/Associacção Internacional de Críticos de Arte. A sua obra tem sido exibida em exposições nacionais e internacionais, nomeadamente no Centre Georges Pompidou, Paris (1993); Centro Cultural de Belém (2000); Hamburger Kunsthalle, Hamburgo (2007); Palazzo Fortuny Veneza (2007); Palais des Beaux-arts de Bruxelas (2008), e Fundacção Calouste Gulbenkian (2009); e está representada em diversas coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais.

Curiosidades: 

Artigo de opinião: Personalidades da Fotografia – Jorge Molder, fotógrafo do eu e do outro

“ Quem é Jorge Molder? Um agente secreto fazedor de imagens, um filósofo do corpo e da imagem, um ventríloquo de si mesmo, um perscrutador de indícios e um coleccionador de gestos. Será isso tudo, mas antes é um cidadão de ascendência húngara e com costela judia nascido em Lisboa em 1947. Licenciou-se em Filosofia e iniciou a sua actividade de modo mais público nos anos 1970, fotografando lugares, coisas e pessoas.

Só sensivelmente a partir de 1987, com “Auto-retratos”, Molder começa a produzir, de modo sistemático, séries fotográficas em que intervém. Não deixa, contudo, de fotografar objectos. Na realidade, toda a sua construção do eu promove um gesto de objectificação do corpo. O corpo como lugar de uma “performance” convulsa onde ressaltam todas as dúvidas e inquietações adstritas ao acto de fotografar: o que ou quem é o original? O que ou quem é fotografado? Para quem se fotografa?

Investigador Luís Mendonça

https://www.ipf.pt/site/personalidades-da-fotografia-jorge-molder/

ARTISTA DA SEMANA (2): JOSÉ PEDRO CORTES

(Porto, 1976) Estudou em Inglaterra no Kent Institute of Art & Design (Master of Arts in Photography). Em 2005, após 3 anos a viver em Londres, regressou a Lisboa para fazer o Programa Gulbenkian de Criatividade e Criação Artística (Fotografia). Nesse mesmo ano expôs individualmente pela primeira vez no Centro Português de Fotografia (“I will not reveal you”) e Silo (“Silence”), ambos no Porto. Em 2005 foi seleccionado para o Photo London Emerging Artists Presentations e, em 2006 fez parte da exposição comissariada pela Getty Images, New Photographers 2007.


Outras exposições individuais incluem: Museu da Imagem (Braga, 2006), Módulo – Centro Difusor de Arte (Lisboa, 2008, 2010); White Space Gallery (Londres, 2006); CAV - Centro de Artes Visuais (Coimbra, 2013); o projecto Costa apresentado no CGAC - Centro Galego de Arte Contemporánea (Santiago de Compostela, 2015); One’s Own Arena no Museu da Electricidade, Fundação EDP (Lisboa, 2015), e foi um dos artistas do programa curatorial da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, com a instalação Concreto Armado (VFX, 2016). Mais recentemente, Cortes foi convidado para projectos que incluem: EPEA - European Photo Exhibition Award; European Eyes on Japan e O Processo SAAL: Arquitectura e Participação, 1974-1976 , com exposição no Museu de Serralves, Porto e no Canadian Centre for Architecture, Toronto. Em 2013 participou também no MNAA Olhares Contemporâneos – Residência Fundação EDP no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.


“As imagens de José Pedro Cortes são habitadas por elementos de diferentes genealogias. Pessoas, casas, paisagem, acidentes urbanísticos, tudo encontra um lugar nas suas fotografias e a estratégia, o foco, o tema alteram-se a cada imagem. Um trabalho que deve ser visto não enquanto tentativa de imposição de uma visualidade construída a partir de esquemas compositivos e plásticos, mas como esforço de compreender o mundo enquanto imagem. Quer esteja na Costa da Caparica, em Israel ou em Toyama no Japão, todos os lugares onde desenvolveu projetos mais complexos e demorados, a sua ambição é sempre usar a fotografia como ferramenta de aproximação, relação e conhecimento”. Nuno Crespo

Curiosidades:

https://josepedrocortes.com/

OBRAS DA SEMANA

molder

Jorge Molder

Occultations, 2012

Inkjet digital print | Edition of 3

96 x 96 cm

Cortesia: Galeria Pedro Oliveira

 

camara

José Pedro Cortes

CCTV, Dubai, 2015

Cortesia: Galeria Francisco Fino

DESAFIO DA SEMANA

Conceitos chave: eu/sujeito, auto-representação, ocultação, observação, observador, público/privado

Desafio: efetuar uma ou mais associações entre um dos conceitos chave e um objeto, uma paisagem ou um texto. Proceder ao seu registo e partilha-lo.
Nós deixamos aqui o nosso contributo.  


Nós deixamos aqui o nosso contributo. 

Conceitos selecionados: Auto-representação, observação e observação

Título: Chave para o Eu 

Chave para o Eu

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