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Do Magrebe ao Báltico. Mais música confirmada no FMM

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21 de Março de 2016

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, cuja 18.ª edição se realiza entre 22 e 30 de julho de 2016 em Porto Covo e Sines, confirma a presença no seu programa de mais oito espetáculos. Partindo do Magrebe, passando pelo Levante, subindo o Cáucaso e terminando no Báltico, música dos limites da Europa e dos seus vizinhos a sul.

O primeiro elemento da “delegação magrebina” é tunisino. Imed Alibi é um percussionista que procura um som de fusão partindo de uma base de ritmos do Magrebe e do Médio Oriente. As suas composições, onde se cosem linhas norte-africanas, turcas, brasileiras e balcânicas e transportam o ouvinte para momentos de transe e ambientes cinematográficos. 

Speed Caravan é o projeto do rocker argelino Mehdi Haddab, mestre do alaúde elétrico. Depois da presença no Festival Músicas do Mundo em 2009, com “Kalashnik Love”, este regresso a Sines faz-se com um novo disco, “Big Blue Desert”, segundo álbum de originais do grupo, onde os ritmos senegaleses do sabar e do mbalax se juntam ao rock e à música norte-africana.

Islam Chipsy & E.E.K. chegam do Cairo com uma das mais entusiasmantes propostas de música ao vivo do planeta. Islam Chipsy, teclista pioneiro do chaabi elétrico, usa a escala oriental para criar formas sonoras do outro mundo, apoiado pelo poder percussivo de Khaled Mando e Mahmoud Refael em duas baterias musculadas. 

Do Levante, o FMM recebe Bachar Mar-Khalifé, cantor, compositor e multi-instrumentista franco-libanês. Nasceu em Beirute, em 1983, numa família de músicos que teve de exilar-se em Paris devido à guerra. O concerto em Sines será baseado em "Ya Balad" (2015), o seu terceiro disco, cujo título se pode traduzir por "Ó Pátria", é uma visão poética, nostálgica mas também desencantada do seu país natal.

O quinto espetáculo confirmado junta Arménia e Turquia. O duo Vardan Hovanissian & Emre Gültekin tenta erguer uma ponte cultural entre nações com uma história comum onde ainda pesa a memória dos massacres ocorridos há mais de 100 anos. Vardan toca duduk, instrumento de sopro que é um símbolo da alma arménia, e Emre canta e interpreta três instrumentos de cordas - o saz, o baglama e o tanbur.

Alaverdi é um quarteto vocal que dá continuidade a uma das mais ricas tradições polifónicas do mundo, a que tem raízes na Geórgia, no Cáucaso. Faz parte de uma nova geração de cantores que se entrega à missão de dar presente e futuro a uma expressão inscrita na lista de Património Imaterial da Humanidade da UNESCO. 

Dakh Daughters são um grupo de atrizes ucranianas transformadas em personagens de um “cabaret freak” onde todos os registos são possíveis: performance teatral, recital clássico, concerto punk. Os rostos pintados de atrizes do cinema mudo acrescentam às suas personagens um dramatismo que as ajuda a pôr de pé, em cada canção, um pequeno espetáculo subversivo. 

Finalmente, do Báltico chega Trad.Attack!, banda estónia que cria folk de sensibilidade contemporânea inspirada em velhas gravações de folclore. Os membros do grupo são três amigos que cresceram em convívio com a música: Sandra Sillmaa (gaita de foles), Jalmar Vabarna (guitarra e voz) e Tõnu Tubli (bateria). Lançaram o seu disco de estreia, “AH”, em 2015, e receberam alguns dos mais importantes prémios de música do seu país.

Informações completas em www.fmm.com.pt.