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OUTSIDE(CAS) // 20-26 DE JULHO // Cecília Costa, José Pedro Croft, Teresa Braula Reis

4 semana 980 x512 1 980 2500
21 de Julho de 2020

O Centro de Artes de Sines, através do Serviço Educativo e Cultural, promove o OUTside(CAS), projeto de mediação da exposição “Público/Privado - Doce Calma ou Violência Doméstica?”, patente até 18 de outubro de 2020.

4.ª Semana: 20 a 26 de julho

NÚCLEO DA EXPOSIÇÂO
Subnúcleo da ALA 1

Conceitos implícitos: relação, diálogos imaginários e agressivos.

Afirmação do objecto enquanto objecto artístico.

ARTISTA DA SEMANA (1): CECÍLIA COSTA

Caldas da Rainha, 1971. Começou por estudar Matemática na Universidade de Aveiro, tendo depois seguido para a licenciatura em Artes Plásticas na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha.

Recorrendo a diversos suportes, tais como o desenho, a escultura, a fotografia ou o vídeo, o seu trabalho já representou o nosso país na Bienal de Sydney em 2004, entre inúmeras outras exposições de vulto em Portugal e no estrangeiro.

Apresenta uma propensão pelo universo científico, mais próximo das matemáticas e assim de uma outra interpretação do mundo. Grande parte das suas obras assentam numa investigação que concentra noções matemáticas e de simetria, revelando uma profícua relação entre arte e ciência e o seu contributo para o auto conhecimento do indivíduo e para o avanço da Humanidade.

ARTISTA DA SEMANA (2): JOSÉ PEDRO CROFT

Porto, 1957. Vive e trabalha em Lisboa. Estudou pintura na ESBAL e escultura com João Cutileiro. A sua obra transita sem hierarquias entre escultura, desenho e gravura.

Durante a década de 80 trabalhou muito a escultura em pedra, em baixo-relevo e modelação, sendo muito influenciado por João Cutileiro com quem colaborou durante os primeiros anos de trabalho.

Seguidamente começou a explorar uma vertente arquitetónica, onde a escala humana impera, modelando arcos e colunas através do amontoar de peças e desperdícios industriais

Nos anos 90, a sua obra acentua as qualidades intrínsecas da escultura como o peso, a densidade, expressas nas dualidades estabilidade / instabilidade e imobilidade / leveza. Nas esculturas desta fase, evocativas de memórias associadas a funcionalidades anteriores dos objetos que nelas integra (mesas, cadeiras e alguidares), é ainda explorada a relação do volume com o espaço e com a luz.

Posteriormente, a incorporação de espelhos introduz uma nova dimensão pelo jogo de duplicação virtual da forma, à qual muitas vezes é associada a desconstrução formal do objeto.

Em paralelo com a produção escultórica, tem realizado alguns trabalhos pictóricos, associados à gravura, nos quais está presente a mesma preocupação com a definição de formas primordiais.

Realizou diversas exposições individuais e coletivas, desde 1980, e está representado em importantes coleções internacionais (como a presença na  Bienal de Arte de Veneza, de 2017)

ARTISTA DA SEMANA (3): TERESA BRAULA REIS

Lisboa, 1990. Estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 2012 e é mestre em Fine Art pela Central Saint Martins College of Art and Design em 2014. Recebeu a Bolsa Rector’s Scholarship atribuída pela University of the Arts London no âmbito do Mestrado.

Participou em diversas exposições coletivas, das quais se destacam: In Transit, galeria V22, The Poetics of Space, Enclave e First Come First Served, Londres, 2013; em 2014 Mostra.14, Central Station, Lisboa; RESTATE by Art:i:curate, NEO Bankside; Live In Your Dreams!, St Pancras Church Crypt Gallery e (Comissão)The Inevitable Revolution, The Victorian Vitrine, Central Saint Martins, em Londres;Opening Night, Chabah Yelmani Gallery, Bruxelas, 2015.

Vive e trabalha em Lisboa.

OBRAS DA SEMANA

Três obras

Cecília Costa
Closer, 2016
2 Cadeiras Portuguesas
Dimensões variáveis

José Pedro Croft
Sem título, n.d
Gesso e madeira
Cortesia: Colecção MCO em depósito na Colecção de Serralves

Teresa Braula Reis
If only I could stay (protection boots), 2017
Artist`s work boots and concrete
Cortesia: Galeria 3+1 Arte Contemporânea

Cecília Costa volta a apresenta-nos o seu trabalho milimetricamente pensado, desenhado e executado (característico desta que é conhecida como a “artista-matemática”, já aqui apresentada), para que esta escultura nos remeta para os conceitos de relação, de movimento e para que acima de tudo sintamos a intensidade de uma narrativa entre dois elementos / duas não presenças.

José Pedro Croft traz-nos, de novo, o elemento cadeira, desta vez ocupada por um elemento. Promove aqui um diálogo aberto, como se de uma construção arquitetónica se tratasse, entre objetos, remetendo-nos para a dualidade de conceitos como estabilidade / instabilidade e imobilidade / leveza, fechado / aberto, estático / cíclico.

Teresa Braula Reis utiliza objetos da sua prática quotidiana, carregados de vida, memória, e conduz-nos para a realidade da construção, numa passagem do arquitétonico para o escultórico.

DESAFIO DA SEMANA

Foquemo-nos no objeto (uma vez que todos os artistas nos apresentam um objeto do seu / nosso quotidiano) e na sua passagem para objeto artístico. Quando e como se dá esta passagem? Quais os elementos necessários? Partilhamos convosco o texto inspirador “O Acto Criador", de Marcel Duchamp. Seguidamente, propomos a pesquisa e partilha de fotos de obras que representem esta transição. Destacamos como ponto de partida:

O Ato Criador - Marchel Duchamp

A Fonte

A fonte (1917) é uma das obras de arte mais importantes de todos os tempos. Essa afirmação pode ser curiosa para muitos. Como é que um urinol pode ser uma obra de arte e ainda por cima tão famosa?

Marcel Duchamp foi um artista do século 20 que promoveu uma revolução sem igual na arte. Criou uma nova categoria artística, os objetos artísticos, que ele chamou de Ready Made. Com esta atitude provocativa, Duchamp acabou por estabelecer um debate entre Arte e Conceito, em que dizia que para ser um artista não era necessário ter um dom ou habilidade para produzir belíssimas pinturas ou esculturas, e sim apresentar a todos algo totalmente diferente, novo e inesperado.

Para Duchamp, não é importante o objeto em si, mas o discurso que a obra propõe, ou seja, o que é possível refletir com essa obra. Surge assim algo muito importante na Arte Contemporânea, a Arte Conceptual.

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