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À descoberta da camarinha na Lagoa da Sancha

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06 de Junho de 2019

Na manhã de 5 de junho, realizou-se uma visita à Lagoa da Sancha, guiada pela investigadora Maria Alexandra Abreu Lima, tendo como principal objetivo o conhecimento das camarinhas, um fruto que podemos encontrar nas dunas da costa atlântica da Península Ibérica, sendo quase inexistente noutras partes do mundo.

A camarinha é uma planta bastante parecida com o alecrim e, na altura da frutificação (julho a setembro), apresenta bagas brancas (pérolas ibéricas). A camarinha encontra-se em vias de extinção, sendo por isso considerada uma espécie protegida.

A investigadora Maria Alexandra Abreu Lima referiu, durante a visita, que na Lagoa da Sancha as margens lagunares e os habitats dunares envolventes são bastante ricos em espécies de plantas protegidas, as quais constituem matos extraordinariamente bem preservados e raros no contexto nacional e europeu. Toda a envolvente próxima da lagoa tem um forte caráter natural, sendo difícil encontrar vestígios de atividades humanas, daí a existência de várias camarinhas.

A Lagoa da Sancha, um corpo lagunar com cerca de 15 hectares, instalado numa depressão interdunar do complexo dunar da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, destaca-se pelo seu enquadramento paisagístico e, também, por constituir um habitat de alimentação e nidificação para algumas espécies de aves migratórias ou residentes.

O seu percurso, inaugurado no dia 12 de janeiro deste ano, está marcado no terreno por pequenos totens locais, tendo alguns deles informação relativamente à distância a percorrer, no topo, e à distância percorrida, em baixo. Inicia-se junto ao Barranco dos Bêbedos e prossegue transpondo a duna da margem Este da lagoa, atravessando a charneca com os seus matos. O percurso de regresso atravessa áreas de pinhal, dando a oportunidade de subir ao ponto mais alto da área, onde é possível observar todo o enquadramento paisagístico.

A visita à Lagoa da Sancha esteve integrada no Programa Bandeira Azul e o objetivo foi a sensibilização ambiental, envolvendo aprendizagem e a transmissão de informações de natureza ambiental, suscitando a discussão das situações observadas, numa ótica de Desenvolvimento Sustentável.

A iniciativa contou com cerca de 20 participantes e foi organizada pelo Município de Sines em parceria com o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), contando ainda com a participação do INIAV, I.P. (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e o MARE-NOVA (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa).

Visita à Lagoa da Sancha

Visita à Lagoa da Sancha

Visita à Lagoa da Sancha

Visita à Lagoa da Sancha

Lagoa da Sancha