Passar para o Conteúdo Principal

Da Palestina à Coreia, 15 novas confirmações FMM 2019

Le trio joubran  c  omar abu maizer 1 980 2500
27 de Março de 2019

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, o festival da música com espírito de aventura, regressa a Sines e Porto Covo, de 18 a 27 de julho de 2019. Aos artistas já anunciados juntam-se 15 novos nomes, de Portugal, Galiza, Reino Unido, Palestina, Moçambique, Costa do Marfim, Nigéria, Togo, Colômbia, Brasil, EUA e Coreia do Sul.

De Portugal, chegam três novas confirmações.

Branko (João Barbosa) é o rosto do ativismo da Global Club Music. Produtor, compositor, DJ, visionário, fundou os Buraka Som Sistema, criou a editora Enchufada e segue agora um caminho a solo, mas sempre em colaborações. 2019 é ano de álbum novo, “NOSSO”.

Montanhas Azuis cruza “os rendilhados bucólicos de Norberto Lobo, o expressionismo de Marco Franco e a desenvoltura harmónica de Bruno Pernadas”. O disco “Ilha de Plástico”, lançado este ano, registou um encontro que no FMM se vai poder ouvir ao vivo.

Virgem Suta são uma parceria entre Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo de que têm resultado algumas das canções mais contagiantes do pop-rock português. Criados em Beja, dominam a arte de contar histórias, à boa maneira alentejana.

A quarta confirmação é galega: Davide Salvado. Autoditata, percorreu aldeias em busca de ritmos, cantigas e danças, colaborou com grandes nomes da Galiza e chega a 2019 com um novo disco, “AMARELO”, abordagem pessoal a canções tradicionais galegas e de outras partes do mundo.

Também da Europa, mas de um pouco mais a norte, vem a saxofonista e compositora Nubya Garcia. Nascida em Londres, numa família caribenha (mãe da Guiana e pai de Trinidad), identifica-se com um jazz sincrético, com espíritos do afrobeat, grime e música de dança.

A Palestina marca dupla presença no FMM Sines 2019.

As cordas do oud, alaúde oriental, unem os irmãos Samir, Wissam e Adnan no agrupamento Le Trio Joubran. Considerados "um símbolo da identidade e da resistência palestina", atuam pela segunda vez em Sines. O concerto girará em torno do disco mais recente, “The Long March”.

O segundo grupo palestino nasceu em Haifa. Nasser Halahlih e Isam Elias formam o duo Zenobia, música eletrónica sobre uma base de dabke sírio e palestino, beats e atmosferas egípcias e ventos rítmicos trazidos do norte de África.

Da África subsariana, manancial sempre abundante de grande música, estão confirmados mais quatro concertos.

Depois de já ter programado Herminia, Bitori, Africa Negra e Bulimundo, o FMM Sines volta a apresentar uma lenda da música dos países africanos mais ligados a Portugal. Desta vez, recebe António Marcos, nome maior da marrabenta, bandeira musical de Moçambique.

Dobet Gnahoré é uma cantautora da Costa do Marfim. Criada na cooperativa artística de Ki Yi M’bock, em Abidjan, aprendeu com grandes músicos. Canta nos dialetos marfinenses, mas é uma artista aberta ao mundo e com uma posição vincada pelos direitos das mulheres.

Keziah Jones, cantor, compositor e guitarrista, é um músico nigeriano influenciado por Jimi Hendrix e Fela Kuti. Vive em Londres desde os 8 anos e é considerado, desde os anos 90, um dos músicos blues-rock mais proeminentes da cena europeia. O seu terreno é o “blufunk”, entre os blues e o funk.

Vaudou Game é a banda formada pelo cantor e guitarrista Peter Solo, um togolês radicado em França. O disco que os traz pela segunda vez a Sines, “OTODI”, é especial. Foi gravado em Lomé, em estúdios abandonados de onde saiu em tempos o melhor funk do país.

Da América do Sul, estão confirmados mais dois nomes.

Frente Cumbiero é um dos projetos ponta-de-lança da cumbia nueva. Dirige-o Mario Galeano, que já esteve em Sines com Ondatrópica e Los Pirañas. A inspiração é o legado de discos de cumbia dos anos 60 e 70, trabalhado com eletrónica, metais e percussão.

O MC e produtor Rincon Sapiência traz de novo o hip hop brasileiro ao FMM. O seu álbum “Galanga Livre” foi considerado um dos melhores da música brasileira de 2017 e ele próprio foi eleito artista revelação desse ano nos prémios da Associação Paulista de Críticos de Artes.

Da cena multicultural de Nova Iorque chega Underground System. Comandada por Domenica Fossatu, flautista, cantora e bailarina, a banda vai beber ao afrobeat para criar música de dança global com elementos de disco, house, no wave, electro e vários outros estilos.

Finalmente, uma confirmação do Extremo Oriente: The Tune, agrupamento da música de vanguarda da Coreia do Sul, exclusivamente formado por mulheres, onde música tradicional, nomeadamente, da que usa o instrumento de cordas “haeguem”, cruza caminhos com o jazz e a música contemporânea.

Estas novas confirmações juntam-se aos já confirmados Antibalas (EUA), Batida apresenta: Ikoqwe (Portugal / Angola), Chico César (Brasil), Dino D'Santiago (Portugal), Inner Circle (Jamaica), JP Bimeni (Burundi / Reino Unido), Kokoroko (Reino Unido), LaBrassBanda (Alemanha), Ladysmith Black Mambazo (África do Sul), Lucibela (Cabo Verde), Luedji Luna (Brasil), Melanie de Biasio (Bélgica),  Omar Souleyman (Síria), Shantel & Bucovina Club Orkestar (Alemanha), Sona Jobarteh (Gâmbia), Susheela Raman (Índia / Reino Unido) e The Wanton Bishops (Líbano).

A 21.ª edição do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo realiza-se de 18 a 27 de julho de 2019. De 18 a 20 de julho, o festival estará sedeado em Porto Covo. No dia 21, transita para a cidade de Sines, onde permanece até dia 27 .

Os bilhetes para os concertos noturnos no Castelo já estão à venda.

Foto do topo: Le Trio Joubran (c) Omar Abou Maizer