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Visigodos e Mouros 
 



A fase menos conhecida da história de Sines começa com a entrada dos povos germânicos (século V) e termina com a saída dos Mouros (século XIII).


VISIGODOS


O povo germânico que se fixou nesta zona, os Visigodos, deixou os vestígios suficientes para fazer uma emocionante conjetura: Sines teve uma grande basílica, cujos vestígios são somente comparáveis aos existentes em Beja.


Vários monumentos da cidade têm ou tiveram na sua estrutura pedras avulsas - capitéis, pilastras, colunas, frisos, etc. - do que terá sido uma imponente basílica visigótica do século VII.


Cantaria visigótica

Na década de 60, José Miguel da Costa extraiu das muralhas do castelo de Sines várias cantarias lavradas em mármore de São Brissos (ver foto). Estão expostas, atualmente, no Museu de Sines. Em 1990-91, Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares encontraram elementos visigóticos reutilizados nas construções medievais da alcáçova. Outras pedras pilhadas foram perdidas em edifícios de menor valor.


O templo poder-se-á ter localizado no espaço onde hoje se situa a Igreja Matriz - cujo batistério, aliás, tem pedra visigótica.


Fernando de Almeida ("Sines Visigótica") classifica o conjunto como do "maior interesse do país, não só pelo número, como pela qualidade do trabalho, dos relevos e ainda pela variedade das formas."


MOUROS
 
O possível apogeu da Sines visigótica - século VII - é cortado com a chegada dos Mouros, no século seguinte.


Ora, o Alcorão chega mas não fica. No período árabe, Sines decai. Pode, inclusive, ter sido abandonada.

Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares chamam a atenção para a planta da cidade, que, à semelhança de Setúbal, apresenta já no século XIV uma estrutura muito regular, nada coerente com a tradição islâmica.


Sem ocupá-la, a marinha de guerra dos Mouros mantém, no entanto, Sines guardada.


Em meados do século XIII, Afonso III conquista esta zona para o incipiente estado cristão de Portugal.
 
FONTES DE INFORMAÇÃO


Sobre Visigodos e Árabes pode ler-se Arnaldo Soledade e um texto de Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares ("Para uma Arqueologia do Castelo de Sines") publicado no livro "Da Ocidental Praia Lusitana - Vasco da Gama e o seu Tempo".

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