Na primeira década do século XIX, Sines vive o pânico da ocupação francesa. Uma companhia de Napoleão entra na vila, pilha-a e pica o brasão da coroa real joanina incrustada no cimo da porta do castelo.

O Liberalismo traz alterações à vida de Sines.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, Sines deixa de pertencer à Ordem de Santiago.
Em 1855, à semelhança de muitos outros concelhos do país, o município de Sines é extinto e integrado em Santiago do Cacém como freguesia de São Salvador.
Mas isso não impediu que a segunda metade do século XIX, apesar da perda da autonomia administrativa, foi um dos períodos mais florescentes da história de Sines.
A instalação da indústria corticeira e das conservas, bem como de pequenas fábricas de destilação e artesanato (padarias, sapateiros), tornou a vila atrativa para o seu primeiro período de imigração, embora tímido. A Sines afluíram tanto os industriais ingleses (Pidwell) e catalães (Pratz) como também alentejanos e algarvios que chegavam em busca de trabalho.
Nas últimas décadas do século XIX a elite de Sines constituiu um grupo de apoio à restauração do concelho. Politicamente republicana e desenvolvimentista, reivindicava melhorias no porto de Sines, a construção de estradas e a melhoria dos acessos, a chegada do caminho-de-ferro, o alargamento do acesso à escola e à cultura.
A obra de Cláudia de Campos, escritora sineense e precursora do feminismo, é exemplo da existência de uma elite que fundava a sua riqueza quer nas rendas provenientes das propriedades agrícolas quer também na indústria e no pequeno comércio.
No século XIX, Sines dá um herói à causa propriamente liberal - João Daniel de Sines (O Raspalhista). E recebe Dom Miguel, em escala para o exílio (1834).