PESSEGUEIRO ("CEMITÉRIO DOS MOUROS")

Povoado de ar livre rodeado por monumentos funerários constituídos por sepulturas de tipo cista, da Idade do Bronze, cronologicamente compreendidos entre 1 500 e 1 200 a. C.
Esta ocupação integra um sistema de povoamento regional, hierarquizado e socialmente diferenciado, correspondente a fase avançada do processo que conduziu ao aparecimento das primeiras sociedades estatais.
O tipo de sepultura e povoamento apresenta grande semelhança com os da Quitéria. No entanto, neste local a área habitacional é mais bem conhecida por ter sido extensamente escavada. Os trabalhos desenvolvidos no Pessegueiro a partir de 1975 puseram a descoberto um maior número de vestígios do Bronze do Sudoeste e permitiram conhecer como se organizavam e relacionavam os diversos monumentos sepulcrais e o núcleo habitacional.
O povoado e a necrópole distribuíam-se por uma superfície de 60 000 m2, no mínimo, limitada a norte e a sul por duas linhas de água; é provável que todo este conjunto se estendesse até à praia. Não obstante as destruições provocadas pela lavoura, foi ainda possível pôr a descoberto algumas estruturas de habitat: lareiras, buracos de poste e pavimentos lajeados.
ILHA DO PESSEGUEIRO

Situada 15km a sul de Sines e apenas a 250m da costa, esta ilha de arenito dunar conserva alguns vestígios da Idade do Ferro, predominando no entanto as estruturas da época romana imperial, datadas do séc. I ao séc. IV.
Para além de vestígios de habitações e armazéns, são visíveis diversas fábricas de conservas piscícolas.
No séc. IV é edificado um balneário de pequenas dimensões, que funcionou até finais do séc. IV ou inícios do séc. V ainda como parte da estrutura do hipocausto.
A ocupação humana da ilha deveu-se às boas condições para fundear embarcações no canal entre a ilha e terra. Baseou-se na pesca, na indústria de conserva desse pescado e sua comercialização, bem como na exportação do minério proveniente principalmente da Serra do Cercal e no comércio marítimo, parecendo ter constituído um importante entreposto comercial, como atesta a diversidade de origens dos materiais cerâmicos nela encontrados.
Merecem igualmente referência as ruínas do forte que coroa a ilha, cuja construção se iniciou em 1588, segundo projeto de Filipe Terzi. Este forte foi construído para proteção de um porto artificial que a administração filipina planeou edificar, unindo a ilha a terra com um pontão construído com grandes blocos de pedra. Deste pontão não restam vestígios devido à destruição provocada pela força do mar, apenas ficando a pedreira rasgada na parte norte da ilha, onde ainda são visíveis alguns blocos não utilizados (mais informação em Fundação de Porto Covo).
Em terra permanece um outro forte (Forte do Pessegueiro) edificado na mesma época.
VISITAR OS SÍTIOS
Os sítios da zona do Pessegueiro estão circunscritos e visíveis. Mas note-se que o acesso ao sítio da Ilha apenas é possível de barco.
Consulte o Museu de Sines sobre a possibilidade de realização de uma visita guiada.