A população de Sines cifrava-se, em 1900, em 3998 habitantes. Nas vésperas do 5 de outubro de 1910 já ascendia a 4794 habitantes, a maior parte dos quais na indústria corticeira e no trabalho do mar.
Restauração do concelho
Extinto em 1855, o concelho de Sines é restaurado depois da implantação da república (1914).
A vila de Sines mostrava já uma face diversificada no início do século XX. A pesca, alguma agricultura (especialmente a vinha) e o turismo balnear são as bases da economia sineense na primeira metade do século XX. Ao longo das primeiras décadas ganham importância as indústrias da cortiça e das conservas de peixe, mas não o suficiente para uma mudança significativa no modo de vida da população.
Na imagem pode ver-se um detalhe dos painéis de azulejos da estação de caminhos-de-ferro, da década de 30. Evoca o trabalho dos corticeiros.

O desenvolvimento da vila de Sines estagna entre a II Guerra Mundial e a década de 70. A indústria corticeira ganha novos concorrentes para o fabrico de materiais idênticos, o porto e as acessibilidades não sofrem obras de monta.

Sines era então a praia de banhos do Alentejo, visitada pelos grandes lavradores de Beja e Santiago do Cacém.
Complexo industrial e 25 de Abril
No início da década de 70 dá-se um choque a todos os níveis da vida de Sines. O governo de Marcello Caetano decide instalar no concelho um grande complexo portuário-industrial.
A instalação do complexo é o acontecimento singular que mais alterações e mais curto espaço de tempo trouxe à paisagem e à comunidade de Sines e que, em influência, apenas pode ser comparado à instauração do poder local democrático com a Revolução dos Cravos, em 1974.
São estas duas forças que, ao longo das décadas restantes do séc. XX mais diretamente moldam a vida de Sines e dos sineenses.