Em 1968/69, as áreas florestais ocupavam cerca de 31% da área do concelho e os incultos cerca de 4,7%. Após a instalação do complexo (500 hectares), a criação da Albufeira de Morgavel, as novas vias e infraestruturas e a expansão de Sines mudaram completamente estes números.
A distribuição geral das várias ocupações do solo é atualmente a seguinte:
- A norte da Ribeira dos Moinhos predominam largamente as áreas florestais de pinheiro bravo e eucalipto com muito poucas áreas agrícolas; parte da área dunar foi florestada com pinheiro bravo;
- Entre a Ribeira dos Moinhos e a Ribeira da Junqueira mantêm-se algumas áreas agrícolas e de pastagens, mas as áreas incultas, as áreas industriais e as áreas afetadas por movimentos de terra são muito importantes;
- Entre as ribeiras da Junqueira e de Morgavel, na zona do plio-plistocénico, avulta uma grande mancha de eucaliptal e existem algumas áreas agrícolas, onde predominam as pastagens;
- A sul da Ribeira do Morgavel as pastagens e as culturas arvenses de sequeiro predominam largamente sendo diminutas as manchas florestais (ver foto).

- Na área da serra domina a ocupação por montado de sobro com pastagens ou culturas arvenses, nas áreas menos declivosas; na parte mais elevada da serra, junto à EN120, predominam as culturas arvenses de sequeiro alternando com pastagens; algumas pequenas áreas da serra estão florestadas com eucalipto e pinheiro.
Qualidade dos solos
O solo do concelho de Sines é de um modo geral pobre devido ao tipo de material originário ou aos declives elevados.
Apenas o maciço gabro-diorítico do Monte Chãos originou solos férteis, que ocorrem também em áreas de acumulação - aluviões e coluviões - dos vales e áreas mais baixas.
Parte significativa dos solos de qualidade foi afetada pela implantação industrial. Os solos do Monte Chãos foram afetados pela expansão da cidade e da ZIL 2.